O que comer depois da criolipólise?

Crio significa frio, enquanto lipólise é o termo científico para se referir à destruição de gorduras. Já dá para ter uma ideia do que se trata esse tratamento, não é mesmo?

Durante a realização do procedimento chamado criolipólise, a pele é resfriada em uma temperatura até menos 7 graus centígrados e literalmente congela.

Então, quando o aparelho utilizado na execução do procedimento é retirado, percebe-se que há uma boa saliência, a região que recebeu a aplicação continua bastante gelada e, por conta disso, recebe uma massagem para voltar ao normal.

O frio diminui a passagem de oxigênio pelas células de gordura, o que faz com que elas morram. A baixa temperatura faz com que as células mortas cristalizem, tornando-se pedrinhas bem pequenas que são carregadas até o fígado pelo sangue e, então, eliminadas pelo organismo.

A técnica surgiu no ano de 2008 na Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, e depois de dois anos tornou-se tratamento de beleza. A criolipólise promete diminuir de 20% a 25% da gordura localizada no corpo.

O tratamento é um dos mais utilizados pelas pessoas que não desejam se submeter à lipoaspiração e usado por quem quer diminuir as medidas e reduzir o excesso de peso e poder continuar a trabalhar no mesmo dia.

O que comer depois da criolipólise?
Sabemos que não somente o que acontece antes ou durante um tratamento estético pode influenciar os seus resultados, mas também o que ocorre depois. Por conta disso, as pessoas que se submetem ao procedimento podem ter dúvidas a respeito de o que comer depois da criolipólise.

Pois bem, para auxiliar o tratamento, recomenda-se beber bastante água, evitar o consumo de bebidas alcoólicas e não consumir carboidratos de maneira excessiva.

Um dos pontos mais importantes é saber o que comer depois da criolipólise. É necessário seguir uma alimentação saudável e balanceada como um estilo de vida.

Se depois que fizer o tratamento e conseguir se livrar da gordura de determinada região do corpo, a pessoa continuar a ingerir comidas calóricas, gordurosas, cheias de sódio, ricas em açúcar e pobres em nutrientes como refrigerantes, guloseimas e lanches fast-food, o procedimento não terá muita serventia.

Isso porque esses hábitos alimentares provocarão o acúmulo e o armazenamento de novas gorduras no corpo.

No mesmo sentido, a clínicas recomendam aliar o tratamento a uma dieta balanceada. E isso não somente depois, como também antes da realização do procedimento.

De acordo com as clínicas, essa estratégia faz toda a diferença porque diminui a gordura a ser trabalhada na sessão de criolipólise, auxilia a eliminação do excesso de gorduras e evita que mais gordura seja acumulada nas camadas de gorduras que não foram atingidas pela sessão.

Também aconselham consumir bastante água para que o sistema linfático colabore com a eliminação da gordura trabalhada durante a sessão de criolipólise.

Mas o que é uma dieta balanceada? É uma dieta que fornece ao organismo os nutrientes que ele necessita para funcionar corretamente, incluindo alimentos como frutas e vegetais frescos, grãos integrais, legumes, nozes e proteínas magras.

O centro de uma dieta balanceada são os alimentos pobres em açúcar e gorduras desnecessárias e ricos em nutrientes como vitaminas e minerais.

A alimentação também deve fornecer uma quantidade de energia que seja suficiente para o funcionamento do corpo e a realização das atividades do dia a dia – nem menos que o necessário, nem mais do que a pessoa precisa, para que não haja um acúmulo de calorias.

Para saber exatamente o que comer depois da criolipólise de maneira que a dieta funcione para você, te auxiliando a alcançar os seus objetivos e beneficiando a sua saúde, conte com o apoio de um nutricionista.

O profissional poderá te auxiliar a montar cardápios que te ajudem, se encaixem na sua rotina e que você seja capaz de seguir sem grandes dificuldades. Ele poderá ensinar ainda como incluir os docinhos e alimentos que você deseja com moderação na dieta, de modo que eles não prejudiquem o peso e nem provoquem o armazenamento de gorduras.

Cuidados com a criolipólise
Para se submeter ao tratamento, é necessário que a pessoa tenha boa saúde. A criolipólise não é indicada para pessoas com obesidade mórbida porque não traz resultados notáveis para esses indivíduos.

O procedimento também não deve ser feito em mulheres grávidas, em pessoas que tenham pregas no corpo menos de 20 mm ou 25 mm (isso deve ser avaliado pelo profissional antes da sessão), com alteração de sensibilidade, que tenham feito uma cirurgia recentemente e que sofram com a diabetes não controlada.

A lista de contraindicações também inclui indivíduos que tenham insuficiência em qualquer sistema do corpo, que possuam lesões ativas na pele local, com doenças sistêmicas com efeitos na pele como lúpus, com alterações na coagulação, que tenham varizes no local, que sofram com flebites e tromboflebites, que tenham flacidez acentuada, com hérnia umbilical e/ou diástase muscular maior que 1 cm (no caso da aplicação no abdômen) e que sofram com a doença de Raynaud.

Conforme o The Loyal Treatment, a mulher deve esperar no mínimo três meses depois do parto normal e no mínimo seis meses após a cesariana para fazer o tratamento. No entanto, para ter segurança, consulte o seu médico a respeito do período de espera ideal para o seu caso.

O Consulting Room também relatou que não existem muitos efeitos colaterais associados ao procedimento, porém, alguns pacientes podem experimentar vermelhidão, dormência, contusão, formigamento, inchaço ou desconforto na área tratada.

Esses efeitos são temporários e costumam desaparecer em poucos dias. A instituição também falou a respeito de uma reação rara que pode surgir, especialmente em homens: a hiperplasia adiposa paradoxal. Trata-se do aparecimento de uma massa de gordura na área tratada algum tempo depois da realização da criolipólise.

Se resolver submeter-se ao tratamento, certifique-se de que o local escolhido para a realização do procedimento oferece uma boa estrutura, com aparelhos de boa qualidade, e que o profissional responsável por executar a criolipólise seja realmente capacitado e bem treinado.

Isso porque, quando o procedimento não é feito de maneira apropriada, ele pode provocar problemas maiores para os pacientes, como queimaduras profundas em decorrência disso. A queimadura pode acontecer quando o aparelho usado não tem um controle ideal da temperatura atingida.

Durante o procedimento deve ser colocada uma manta íntegra entre o equipamento e a pele para proteger a pele do paciente. Se a manta rasga ou dilacera, a aspiração não é feita corretamente e a temperatura pode atingir a pele.

Outro problema que pode ocorrer é o intervalo entre uma sessão e outra. Só depois de 90 dias se pode fazer uma nova sessão de criolipólise, já que fazer duas sessões em períodos mais curtos de tempo pode causar uma inflamação exagerada debaixo da pele.

Por isso, vale a pena ficar atento a aspectos como o preço cobrado pelo tratamento. De acordo com a Sociedade Brasileira de Dermatologia, uma sessão criolipólise feita corretamente sai cara. Em 2015, o preço variava de R$ 1 mil a R$ 1,5 mil. Logo, se você encontrar um lugar que cobra um valor muito mais baixo do que esse, vale a pena desconfiar.

Também vale desconfiar se a clínica não fizer uma avaliação minuciosa antes da realização do procedimento.

Outra dica crucial é a de consultar médico de sua confiança antes de fazer a criolipólise e verificar com ele se o tratamento é realmente indicado para você e que não lhe fará mal e pedir uma indicação de um bom profissional que faça o procedimento.

Além disso, não deixe de seguir as orientações passadas pelo profissional que fizer a aplicação em você sobre antes, durante e o que comer depois da criolipólise.